quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Köszönöm


Eu gosto de citar Lawrence C. Trostle – “Cuidado com o que você deseja, pois você pode conseguir.”

Pois bem, um dia eu desejei sumir, morar fora. De preferência num lugar muito longe, quem dera um país distante, exótico e com uma língua mais diferente ainda.
Pum! Aconteceu!!!!

Agora nas minhas ultimas horas em Budapeste, começo a refletir sobre tudo o que me aconteceu nesses últimos 2 anos e 6 meses. Penso e analiso cautelosamente todos os acertos e erros que cometi.

Lembro que me joguei de cabeça em inúmeras baladas inesquecíveis mas tive muito mais stress no trabalho do que baladas, cheguei ao ponto de acreditar que não sobreviveria pra ver o final. E tive que superar tudo sozinho. Aprendi que nem sempre as pessoas sabem como ou podem te ajudar. Tem hora que temos que aprender a ser os nossos próprios salvadores da pátria.

Apostei em algumas tentativas de viver amores de cinema que infelizmente não chegaram sequer no segundo capitulo.

Ganhei amigos que sei que ficarão pro resto da vida.

Aprendi o que significa solidão, saudade, medo e decepção.

E por falar em decepção, aprendi que as pessoas importantes da sua vida permanecem e não importa o tão distante elas estejam de você, elas continuarão sendo importantes e querendo ou não elas vão interferir muito em sua vida.

Diversas vezes eu sofri calado mas ao mesmo tempo houveram muitas alegrias, momentos que ficarão marcados pra sempre na minha memória atemporal.

Ultrapassei vários limites e novas barreiras foram vencidas.

Aprendi não apenas a ignorar meus medos, mas a usá-los pro meu próprio beneficio.

Aprendi que não importa onde você esteja, se você tem amigos de verdade você nunca estará sozinho.

Que se você tem vontade de fazer alguma coisa, simplesmente levante da cadeira e faça, não espere o momento certo. O momento é agora.

Aprendi que é melhor se arrepender de uma escolha errada do que não fazer escolha alguma.

Que não adianta esperar que algumas pessoas mudem, algumas nunca mudarão, não importa o tão erradas elas realmente estejam. E isso se aplica a mim também.

Que perdoar é possível, mas isso não significa querer recomeçar.

Que qualquer pessoa é capaz de fazer qualquer coisa da sua vida. Basta acreditar e ir atrás. Mas ficar sentando esperando a oportunidade bater na sua porta não vai te levar a lugar algum.

Que o pior cego é o que não quer ver e o pior aleijado é o que senta e prefere não se mover.

Aprendi que eu gosto de sair, viajar, ser diferente. Que eu gosto de conhecer coisas novas, estudar línguas exóticas, filosofar, conhecer novas culturas, entender como vivem e pensam outras pessoas.

E percebi que algumas pessoas nunca vão entender isso e provavelmente essas mesmas pessoas nunca vão aceitar as minhas escolhas.

Hoje eu entendo o real significado da palavra respeito.

Nesse período eu aprendi inúmeras lições de vida, muitas não fazem sentido listar aqui, outras sequer eu lembro agora.

Uma das grandes lições aprendidas é que não adianta citar Tostle, por que não vou ser mais sábio nem mais experiente se eu apenas citar outra pessoa. Só é possível compreender o significado de cada palavra dita seja por Tostle, Nietzsche ou qualquer outra pessoa que tenha falado alguma coisa bela ou significativa, se vivermos a experiência pessoalmente.


Bem, evidente que o Blog hoje muda de figura, ele surgiu como uma tentativa de ser um arquivo do que eu via aqui. Um “recuerdo” do meu dia-a-dia, por isso não sei mais o que vai ser dele quando eu chegar ao Brasil. Pode ser que ele permaneça ativo, ou não. O tempo dirá.

Até logo Budapeste... obrigado por me mostrar o caminho...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Budapeste

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sexta-feira, 30 de julho de 2010

O que eu não gosto

Budapeste não e um lugar isento de problemas, e os problemas aqui são beeem grandes.
Um dos piores deles é sem dúvida alguma a péssima qualidade dos servicos e atendimento ao público.
Nunca vi coisa tão ruim na minha vida. Durante um tempo eu me conformei, cheguei a encarar isso como parte do pacote dessa extraordiária experiência de vida que é viver num país exotico como a Hungria sempre foi pra mim.
Mas agora que já estou com minha cabeça meio que em São Paulo, cidade que eu acho que tem uma qualidade de serviço exemplar, aceitar esse tipo de coisa não esta sendo fácil.
Somado com a ansiedade que a mudaça traz etc, meu pavio está muito curto.
Pronto desabafei....

quinta-feira, 29 de julho de 2010

terça-feira, 27 de julho de 2010

Megvilágosodás

Um souvenir de Budapeste.



Uma lembrança definitiva que trago comigo pra sempre da mais transformadora experiência da minha vida.

Foram exatos 2 anos e meio de alegrias inesquecíveis, saudades imensuráveis, solidão inenarrável e muito, mas muito auto-conhecimento.

Há 3 anos uma cartomante me disse, que se eu viesse pra Budapeste eu teria uma experiência que iluminaria minha vida. Nas palavras dela - If you go to Budapest, you will have an enlightenment experience.

Eu vim! Não pelo conselho, por que cá entre nós nunca botei muita fé em adivinhações e tal, mas posso garantir que cada cada dia vivido em Budapeste foi um dia de iluminação e que pode finalmente entender profundamente o que eu sou, quem eu sou e pra onde eu quero ir.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

terça-feira, 20 de julho de 2010

Vou de bike

Tenho acompanhando um blog sobre bikes há algum tempo. O Eu vou de bike
Ontem eles citaram aquela campanha para ir ao trabalho de bike que falei aqui em maio e fizeram uma referencia ao Megvilágosodás.
Super legal, não?

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Sorry

Eu sei que fiquei uma pá de tempo sem postar, mas era por que estava no Brasil mesmo e com muito muito trabalho.
Mal tive tempo de visitar as pessoas que queria.
Mas estou de volta a Europa.
Daqui algumas horas chego em Budapeste e prometo que o coloco mais vida no Megvilágosodás!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Terra da garoa


De volta a SP.
Muito frio e chuva.
Detesto.
Mas é bom matar a saudade da familia a da comidinha da mamãe!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Conexão

Estou em Paris. Fazendo hora no Charles de Gaule.
Chove la fora... acho que a Europa também está triste que eu to indo embora....

domingo, 6 de junho de 2010

Budapeste

Budapeste é a minha ilha de LOST.
Foi aqui que eu perdi...e foi aqui que me encontrei.
Como esta dificil aceitar que a hora de ir embora esta chegando.
Faj a szivem... nagyon nagyon...