sábado, 30 de julho de 2011

Pregui

Eu sei que disse que voltaria com o blog. E voltei....Mas ando numa preguiça de escrever....

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Ainda somos os mesmos?

Quem convive comigo já percebeu que ando de mal humor, eu acho que é São Paulo. Não gosto dessa cidade, e somado a isso acho que é o inicio da senilidade chegando, mas quer saber?

Eu não estou nem ai se alguém acha ruim o meu mal humor. Eu estou sim se saco cheio de gente escrota e isso aqui tem de sobra. Velho então, parece que eles combinam entre sim pra ver quem é mais escroto.

A pessoa é filha da puta a vida toda, fica velha e vai ficar legal? Não, não vai! E a tendência é piorar.

E eu não vou ser diferente não. Já estou treinando pra ser velho escroto por que já saquei que a competição é grande. Como tem velho chato por ai, a maioria é insuportável. Poucos são aqueles que a gente olha e diz:

-Ah que vovô ou vovó fofinho!

A grande maioria é tudo um bando de filha da puta que esqueceu a hora de morrer e como não tem mais nada pra fazer, resolve atrapalhar quem tem.

Mas as chances de eu conseguir ser um mais um velho escroto na rua são bem remotas. Do jeito que a coisa anda eu não acho que chego muito além dos 50 não, stress e poluição vão acabar comigo bem antes disso. Sendo assim, não vou ser mais um desses velhos na rua.

O jeito é ser escroto agora mesmo!

domingo, 24 de julho de 2011

A volta

Tô pensando em voltar com o blog. Mas dessa vez, de verdade!

Vai fazer um ano que estou de volta ao Brasil, acho que já me readaptei completamente e nesses últimos meses vivi muitas experiências. Algumas transformadoras.
E eu verifiquei que o mesmo processo de iluminação que eu comecei a buscar quando este blog nasceu, continua acontecendo. É um processo contínuo e provavelmente interminável. Hoje eu já percebo que não está relacionado com nada do que fazemos ou onde estamos. Todas respostas estão dentro de nós mesmos, não preciso buscar nada muito longe, nem recorrer a nada místico ou religioso.

Eu acho que estou pronto pra voltar a escrever sobre tudo isso aqui, de novo.

E vou!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Eu vou a pé!

Quero iniciar um movimento aqui pelo blog. Assim como existe o Blog “ Eu vou de Bike” ou o movimento “ Critical Mass", que luta pela democratização da Rua para uso de ciclistas através de uma conscientização que a Rua é um espaço de todos e não é exclusivo para os carros.

Meu movimento, pasme, é em prol dos pedestres.

Vou explicar.

Desde que resolvi voltar a morar em São Paulo, uma das minhas maiores preocupações é a de perder a qualidade de vida que adquiri em Budapeste vivendo sem carro. Usando transporte público como meio de transporte e não raro optando por caminhar ou usar a bicicleta.

Como ex-morador de São Paulo eu sabia que teria dificuldades de repetir esse estilo de vida em aqui, mas não custa tentar.

Estou de volta há exatamente uma semana e já coleciono casos que beiram o surreal no quesito falta de educação no transito e falta de respeito ao pedestre.

Exemplo de hoje, atravessando a rua na faixa de pedestre, um motorista jogou o carro em mim buzinando. Quando eu reclamei que o farol estava vermelho para o outro lado e que eu estava na faixa de pedestres, o educado senhor, em alto e bom som, mandou que eu enfiasse o faixa de pedestre no c•!

Ou seja, além dele me ameaçar fisicamente, jogando o carro em mim, ele me ofendeu verbalmente quando eu reclamei um direito que era meu e que ele estava visivelmente errado.

O que me assusta nisso tudo é que ele agia como se eu é que estivesse errado e os outros vários pedestres que também atravessavam a rua atrás de mim, nada fizeram e se portaram como se preferissem evitar aquele bate-boca.

Onde fica então o respeito ao pedestre? Ou mesmo a educação? E por que os outros pedestres que estavam perto de mim se acovardaram e não vieram me defender? Afinal todos estavam ali na rua da mesma forma que eu.

Por que o pedestre paulista age de forma resignada como se os carros fossem os únicos com direito a transitar nas ruas? Ao meu ver o pedestre tem sempre preferência, se estiver atravessando a rua na faixa e um motorista que joga o carro em pedestres deveria ser punido no mínimo por tentativa de lesão corporal, se não tentativa de homicídio. Afinal de o carro me acerta, sabemos que poderia não apenas me machucar, mas me matar!

Estou errado? Exagerando?

Por favor, me avisem se estou viajando ao vislumbrar uma cidade onde posso andar nas ruas sem ter que correr pra atravessar a rua caso contrario não chego do outro lado?

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Köszönöm


Eu gosto de citar Lawrence C. Trostle – “Cuidado com o que você deseja, pois você pode conseguir.”

Pois bem, um dia eu desejei sumir, morar fora. De preferência num lugar muito longe, quem dera um país distante, exótico e com uma língua mais diferente ainda.
Pum! Aconteceu!!!!

Agora nas minhas ultimas horas em Budapeste, começo a refletir sobre tudo o que me aconteceu nesses últimos 2 anos e 6 meses. Penso e analiso cautelosamente todos os acertos e erros que cometi.

Lembro que me joguei de cabeça em inúmeras baladas inesquecíveis mas tive muito mais stress no trabalho do que baladas, cheguei ao ponto de acreditar que não sobreviveria pra ver o final. E tive que superar tudo sozinho. Aprendi que nem sempre as pessoas sabem como ou podem te ajudar. Tem hora que temos que aprender a ser os nossos próprios salvadores da pátria.

Apostei em algumas tentativas de viver amores de cinema que infelizmente não chegaram sequer no segundo capitulo.

Ganhei amigos que sei que ficarão pro resto da vida.

Aprendi o que significa solidão, saudade, medo e decepção.

E por falar em decepção, aprendi que as pessoas importantes da sua vida permanecem e não importa o tão distante elas estejam de você, elas continuarão sendo importantes e querendo ou não elas vão interferir muito em sua vida.

Diversas vezes eu sofri calado mas ao mesmo tempo houveram muitas alegrias, momentos que ficarão marcados pra sempre na minha memória atemporal.

Ultrapassei vários limites e novas barreiras foram vencidas.

Aprendi não apenas a ignorar meus medos, mas a usá-los pro meu próprio beneficio.

Aprendi que não importa onde você esteja, se você tem amigos de verdade você nunca estará sozinho.

Que se você tem vontade de fazer alguma coisa, simplesmente levante da cadeira e faça, não espere o momento certo. O momento é agora.

Aprendi que é melhor se arrepender de uma escolha errada do que não fazer escolha alguma.

Que não adianta esperar que algumas pessoas mudem, algumas nunca mudarão, não importa o tão erradas elas realmente estejam. E isso se aplica a mim também.

Que perdoar é possível, mas isso não significa querer recomeçar.

Que qualquer pessoa é capaz de fazer qualquer coisa da sua vida. Basta acreditar e ir atrás. Mas ficar sentando esperando a oportunidade bater na sua porta não vai te levar a lugar algum.

Que o pior cego é o que não quer ver e o pior aleijado é o que senta e prefere não se mover.

Aprendi que eu gosto de sair, viajar, ser diferente. Que eu gosto de conhecer coisas novas, estudar línguas exóticas, filosofar, conhecer novas culturas, entender como vivem e pensam outras pessoas.

E percebi que algumas pessoas nunca vão entender isso e provavelmente essas mesmas pessoas nunca vão aceitar as minhas escolhas.

Hoje eu entendo o real significado da palavra respeito.

Nesse período eu aprendi inúmeras lições de vida, muitas não fazem sentido listar aqui, outras sequer eu lembro agora.

Uma das grandes lições aprendidas é que não adianta citar Tostle, por que não vou ser mais sábio nem mais experiente se eu apenas citar outra pessoa. Só é possível compreender o significado de cada palavra dita seja por Tostle, Nietzsche ou qualquer outra pessoa que tenha falado alguma coisa bela ou significativa, se vivermos a experiência pessoalmente.


Bem, evidente que o Blog hoje muda de figura, ele surgiu como uma tentativa de ser um arquivo do que eu via aqui. Um “recuerdo” do meu dia-a-dia, por isso não sei mais o que vai ser dele quando eu chegar ao Brasil. Pode ser que ele permaneça ativo, ou não. O tempo dirá.

Até logo Budapeste... obrigado por me mostrar o caminho...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Budapeste

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sexta-feira, 30 de julho de 2010

O que eu não gosto

Budapeste não e um lugar isento de problemas, e os problemas aqui são beeem grandes.
Um dos piores deles é sem dúvida alguma a péssima qualidade dos servicos e atendimento ao público.
Nunca vi coisa tão ruim na minha vida. Durante um tempo eu me conformei, cheguei a encarar isso como parte do pacote dessa extraordiária experiência de vida que é viver num país exotico como a Hungria sempre foi pra mim.
Mas agora que já estou com minha cabeça meio que em São Paulo, cidade que eu acho que tem uma qualidade de serviço exemplar, aceitar esse tipo de coisa não esta sendo fácil.
Somado com a ansiedade que a mudaça traz etc, meu pavio está muito curto.
Pronto desabafei....

quinta-feira, 29 de julho de 2010

terça-feira, 27 de julho de 2010

Megvilágosodás

Um souvenir de Budapeste.



Uma lembrança definitiva que trago comigo pra sempre da mais transformadora experiência da minha vida.

Foram exatos 2 anos e meio de alegrias inesquecíveis, saudades imensuráveis, solidão inenarrável e muito, mas muito auto-conhecimento.

Há 3 anos uma cartomante me disse, que se eu viesse pra Budapeste eu teria uma experiência que iluminaria minha vida. Nas palavras dela - If you go to Budapest, you will have an enlightenment experience.

Eu vim! Não pelo conselho, por que cá entre nós nunca botei muita fé em adivinhações e tal, mas posso garantir que cada cada dia vivido em Budapeste foi um dia de iluminação e que pode finalmente entender profundamente o que eu sou, quem eu sou e pra onde eu quero ir.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

13 e contando...

A eminência da minha partida esta começando a doer.

Por isso o silencio… é o som da minha dor.