Me. By Erik Hanson!
Megvilágosodás
Autoiluminação, no sentido espiritual, de Nirvana. A raiz da palavra é világ, que significa ao mesmo tempo”luz” e “mundo”. Világos é “claro”, contrário de escuro, megvilágosít é iluminar, transitivo, e megvilágosodik é iluminar-se, encher-se de luz, daí vem megvilágosodás, o substantivo. E o meg? Em geral é usada junto dos verbos pra indicar a realização efetiva da ação, mas isso não é toda a história dessa palavrinha, cujo uso perfeito é um segredo bem guardado dos falantes nativos do magiar.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
sábado, 30 de julho de 2011
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Ainda somos os mesmos?
Quem convive comigo já percebeu que ando de mal humor, eu acho que é São Paulo. Não gosto dessa cidade, e somado a isso acho que é o inicio da senilidade chegando, mas quer saber? A pessoa é filha da puta a vida toda, fica velha e vai ficar legal? Não, não vai! E a tendência é piorar.
Mas as chances de eu conseguir ser um mais um velho escroto na rua são bem remotas. Do jeito que a coisa anda eu não acho que chego muito além dos 50 não, stress e poluição vão acabar comigo bem antes disso. Sendo assim, não vou ser mais um desses velhos na rua.
domingo, 24 de julho de 2011
A volta
Vai fazer um ano que estou de volta ao Brasil, acho que já me readaptei completamente e nesses últimos meses vivi muitas experiências. Algumas transformadoras.
E eu verifiquei que o mesmo processo de iluminação que eu comecei a buscar quando este blog nasceu, continua acontecendo. É um processo contínuo e provavelmente interminável. Hoje eu já percebo que não está relacionado com nada do que fazemos ou onde estamos. Todas respostas estão dentro de nós mesmos, não preciso buscar nada muito longe, nem recorrer a nada místico ou religioso.
Eu acho que estou pronto pra voltar a escrever sobre tudo isso aqui, de novo.
E vou!
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Eu vou a pé!
Quero iniciar um movimento aqui pelo blog. Assim como existe o Blog “ Eu vou de Bike” ou o movimento “ Critical Mass", que luta pela democratização da Rua para uso de ciclistas através de uma conscientização que a Rua é um espaço de todos e não é exclusivo para os carros.
Meu movimento, pasme, é em prol dos pedestres.
Vou explicar.
Desde que resolvi voltar a morar em São Paulo, uma das minhas maiores preocupações é a de perder a qualidade de vida que adquiri em Budapeste vivendo sem carro. Usando transporte público como meio de transporte e não raro optando por caminhar ou usar a bicicleta.
Como ex-morador de São Paulo eu sabia que teria dificuldades de repetir esse estilo de vida em aqui, mas não custa tentar.
Estou de volta há exatamente uma semana e já coleciono casos que beiram o surreal no quesito falta de educação no transito e falta de respeito ao pedestre.
Exemplo de hoje, atravessando a rua na faixa de pedestre, um motorista jogou o carro em mim buzinando. Quando eu reclamei que o farol estava vermelho para o outro lado e que eu estava na faixa de pedestres, o educado senhor, em alto e bom som, mandou que eu enfiasse o faixa de pedestre no c•!
Ou seja, além dele me ameaçar fisicamente, jogando o carro em mim, ele me ofendeu verbalmente quando eu reclamei um direito que era meu e que ele estava visivelmente errado.
O que me assusta nisso tudo é que ele agia como se eu é que estivesse errado e os outros vários pedestres que também atravessavam a rua atrás de mim, nada fizeram e se portaram como se preferissem evitar aquele bate-boca.
Onde fica então o respeito ao pedestre? Ou mesmo a educação? E por que os outros pedestres que estavam perto de mim se acovardaram e não vieram me defender? Afinal todos estavam ali na rua da mesma forma que eu.
Por que o pedestre paulista age de forma resignada como se os carros fossem os únicos com direito a transitar nas ruas? Ao meu ver o pedestre tem sempre preferência, se estiver atravessando a rua na faixa e um motorista que joga o carro em pedestres deveria ser punido no mínimo por tentativa de lesão corporal, se não tentativa de homicídio. Afinal de o carro me acerta, sabemos que poderia não apenas me machucar, mas me matar!
Estou errado? Exagerando?
Por favor, me avisem se estou viajando ao vislumbrar uma cidade onde posso andar nas ruas sem ter que correr pra atravessar a rua caso contrario não chego do outro lado?
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Köszönöm

Eu gosto de citar Lawrence C. Trostle – “Cuidado com o que você deseja, pois você pode conseguir.”
Pois bem, um dia eu desejei sumir, morar fora. De preferência num lugar muito longe, quem dera um país distante, exótico e com uma língua mais diferente ainda.
Pum! Aconteceu!!!!
Agora nas minhas ultimas horas em Budapeste, começo a refletir sobre tudo o que me aconteceu nesses últimos 2 anos e 6 meses. Penso e analiso cautelosamente todos os acertos e erros que cometi.
Apostei em algumas tentativas de viver amores de cinema que infelizmente não chegaram sequer no segundo capitulo.
Ganhei amigos que sei que ficarão pro resto da vida.
Aprendi o que significa solidão, saudade, medo e decepção.
E por falar em decepção, aprendi que as pessoas importantes da sua vida permanecem e não importa o tão distante elas estejam de você, elas continuarão sendo importantes e querendo ou não elas vão interferir muito em sua vida.
Diversas vezes eu sofri calado mas ao mesmo tempo houveram muitas alegrias, momentos que ficarão marcados pra sempre na minha memória atemporal.
Ultrapassei vários limites e novas barreiras foram vencidas.
Aprendi não apenas a ignorar meus medos, mas a usá-los pro meu próprio beneficio.
Aprendi que não importa onde você esteja, se você tem amigos de verdade você nunca estará sozinho.
Que se você tem vontade de fazer alguma coisa, simplesmente levante da cadeira e faça, não espere o momento certo. O momento é agora.
Aprendi que é melhor se arrepender de uma escolha errada do que não fazer escolha alguma.
Que não adianta esperar que algumas pessoas mudem, algumas nunca mudarão, não importa o tão erradas elas realmente estejam. E isso se aplica a mim também.
Que perdoar é possível, mas isso não significa querer recomeçar.
Que qualquer pessoa é capaz de fazer qualquer coisa da sua vida. Basta acreditar e ir atrás. Mas ficar sentando esperando a oportunidade bater na sua porta não vai te levar a lugar algum.
Que o pior cego é o que não quer ver e o pior aleijado é o que senta e prefere não se mover.
Aprendi que eu gosto de sair, viajar, ser diferente. Que eu gosto de conhecer coisas novas, estudar línguas exóticas, filosofar, conhecer novas culturas, entender como vivem e pensam outras pessoas.
E percebi que algumas pessoas nunca vão entender isso e provavelmente essas mesmas pessoas nunca vão aceitar as minhas escolhas.
Hoje eu entendo o real significado da palavra respeito.
Nesse período eu aprendi inúmeras lições de vida, muitas não fazem sentido listar aqui, outras sequer eu lembro agora.
Até logo Budapeste... obrigado por me mostrar o caminho...
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Búcsúparti

segunda-feira, 2 de agosto de 2010
sexta-feira, 30 de julho de 2010
O que eu não gosto
Budapeste não e um lugar isento de problemas, e os problemas aqui são beeem grandes. quinta-feira, 29 de julho de 2010
terça-feira, 27 de julho de 2010
Megvilágosodás

Foram exatos 2 anos e meio de alegrias inesquecíveis, saudades imensuráveis, solidão inenarrável e muito, mas muito auto-conhecimento.
Há 3 anos uma cartomante me disse, que se eu viesse pra Budapeste eu teria uma experiência que iluminaria minha vida. Nas palavras dela - If you go to Budapest, you will have an enlightenment experience.
Eu vim! Não pelo conselho, por que cá entre nós nunca botei muita fé em adivinhações e tal, mas posso garantir que cada cada dia vivido em Budapeste foi um dia de iluminação e que pode finalmente entender profundamente o que eu sou, quem eu sou e pra onde eu quero ir.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
13 e contando...
A eminência da minha partida esta começando a doer.
Por isso o silencio… é o som da minha dor.

